A arborização nas cidades exerce um papel muito importante, pois age diretamente no bem estar da população, reduzindo significativamente os níveis da poluição atmosférica e sonora, sem esquecer também a diminuição da temperatura nas épocas mais quentes do ano. A princípio poderia continuar falando da real importância da arborização em qualquer centro urbano, principlamente nos dias atuais, onde as questões sobre meio ambiente são desafios urgentes que precisam ser enfrentados, contudo temos que ter em mente, que estudos sérios e pesquisas bem elaboradas devem ser desenvolvidos no sentido de propiciar uma arborização das áreas urbanas que venham a somar um melhor bem estar e diminuir os impactos ambientais causados principalmente pela poluição provocada pelo excesso que o homem criou.
Quando me refiro em arborização de cidades levo sempre em consideração três primissas: As espécies que podem ser plantadas; As características ecológicas do ambiente e o impacto que estas espécies (árvores) podem causar a médio e longo prazo ao ambiente.
No município de Francisco Beltrão a arborização nas vias públicas (passeios e praças) foram feitas ao longo do tempo sem uma real preocupação com as características ecológicas do ambiente. As espécies plantadas são na sua maioria árvores exóticas, que se adaptaram ao clima e ao solo da região, mesmo que em um primeiro momento não consigamos perceber os efeitos negativos que estas espécies exóticas causam eles existem e são potencialmente perigosos para as espécies nativas, pois temos um fenômeno ecológico chamado alelopatia que pode levar a extinção de espécies nativas ou a sua diminuição drástica, causando um desequilíbrio ecológico de grande impacto ambiental.
Um dos grandes problemas da ecologia e da botânica atual é a falta de pesquisas e estudos concretos a respeito do reflorestamento urbano. Este fenômeno é universal, não sendo exclusivo deste ou daquele município, estado ou país, em muitos lugares podemos encontrar situações ecológicas conflitantes onde espécies não nativas são plantadas em detrimento de espécies nativas, levando a sérios problemas ambientais, econômicos e muitas vezes pondo em riscos a saúde da população em seu entorno (muitas espécies exóticas podem favorecer o aparecimento de insetos nocivos). Ecológicamente falando pode se afirmar que as espécies vegetais exóticas por mais bem adaptados que sejam, representam uma ameaça ao equilibrio do meio ambiente natural, visto que duas espécies irão competir pelo espaço existente e pelos recursos minerais do solo.
Quando os governantes e a própria sociedade compreenderem que a tênue linha do desequilíbrio ambiental for ultrapassada, o homem será a principal vítima de sua própria ignorância e/ou falta de conhecimento. Portanto pesquisas e investimentos nas áreas de biologia vegetal, ecologia e silvicultura urbana devem ser preconizadas, em contra partida, teremos um melhor e maior conhecimento na área de paisagismo e reflorestamento de ambientes urbanos, e que consequentemente teremos uma melhor qualidade de vida em nossas cidades.
muito bom o artigo tambem andressa =)
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