terça-feira, 8 de dezembro de 2009

15ª Convenção das Nações Unidas para Combate as Mudanças Climáticas


Nesta dia 07 em Copenhagen, na Dinamarca, começou a 15ª Reunião Mundial da ONU para combate as mudanças climáticas. Infelizmente esta reunião começa com uma grande duvida e pergunta: Será que esta 15ª tentativa para os governos de todo o mundo encontrar um caminho para reverter a atual degradação do Planeta, devido ao aumento das emissões dos Gases de Efeito Estufa (GEE), realmente resultará em sucesso?

Por 15 anos, cientistas, pesquisadores, políticos e representantes da sociedade tem buscando incessantemente chegar a um acordo para reverter as mudanças climáticas que estamos percebendo no dia-a-dia de nossas vidas e levando-nos a completa destruição da vida no planeta. Contudo, resultados positivos acabam esbarrando em interesses econômicos e políticos muito maiores que os interesses de preservação da biodiversidade e conservação da vida humana.

Nesta edição, tem-se uma esperança a mais: o desejo revelado do presidente dos EUA Barak Obama de apoiar e promover avanços nas questões sobre mudanças climáticas, entretanto, ainda não há consenso sobre as reais consequências e o que fazer para o estabelecimento deste controle e diminuição dos seus efeitos negativos. E por isso, muitos acreditam que melhor que forçar um resultado ou um acordo para ratificar o Protocolo de Quioto, seria iniciar todo um novo processo.

O fato é: o Planeta necessita de ações imediatas de todos nós, não só daqueles que estão em Copenhagen, mas de cada cidadão desta casa chamada Terra, e para isso precisamos mudar nossas atitudes imediatamente, sejam elas atitudes pequenas, grandes, individuais ou coletivas. Sem as mudanças de nossos hábitos e ações, não adianta reuniões e decisões mundiais, pois o meio ambiente é estabelecido por pequenas áreas, tais como nossas casas, quintais, trabalho e cidades.

Portanto, devemos esperar e ter esperanças a respeito das decisões que serão tomadas nesta reunião, contudo, devemos começar pelas nossas AÇÕES. Faça a sua parte, não esperemos dos outros aquilo que nós não nos dispomos a fazer.

O Planeta tem solução, a reversão da destruição do meio ambiente é possível, mas para isso NÓS, temos que dar o primeiro passo.

Assim, a Gazeta da Vizinhança esta dando o seu primeiro passo, a partir desta edição semanalmente, estaremos divulgando pontos que podem ser tratados e melhorados por nós e assim melhorar o nosso Planeta e minimizar os efeitos destrutivos dos Gases Efeito Estufa sobre a biodiversidade e a qualidade de vida no Planeta.
Profº Msc. Marcelo Langer do curso de Engenharia Ambiental - Unisep
(Texto publicado no Jornal Gazeta da Vizinhança em 08 de dezembro de 2009.)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Mata Ciliar na Cidade de Dois Vizinhos - Por Edson Paz de Macedo


Mata ciliar é a formação vegetal localizada nas margens dos rios, córregos, lagos, represas e nascentes. Considerada pelo Código Florestal Federal como "área de preservação permanente", com diversas funções ambientais, devendo respeitar uma extensão específica de acordo com a largura do rio, lago, represa ou nascente.


As matas ciliares são fundamentais para o equilíbrio ecológico, oferecendo proteção para as águas e o solo, reduzindo o assoreamento de rios, lagos e represas e impedindo o aporte de poluentes para o meio aquático. Formam, além disso, corredores que contribuem para a conservação da biodiversidade, fornecem alimento e abrigo para a fauna; constituem barreiras naturais contra a disseminação de pragas e doenças da agricultura, durante seu crescimento, absorvem e fixam dióxido de carbono, um dos principais gases responsáveis pelas mudanças climáticas que afetam o planeta.

Na cidade de Dois Vizinhos o uso das áreas naturais e do solo para a agricultura, pecuária e loteamentos, contribuíram para a redução da vegetação original, chegando a muitos casos na ausência da mata ciliar, é o caso do rio Jirau alto, o principal rio que abastece a cidade. A ausência da mata ciliar faz com que a água da chuva escoe sobre a superfície, não permitindo sua infiltração e armazenamento no lençol freático. Com isso, reduzem-se as nascentes, os córregos, os rios e os riachos.

A prefeitura de Dois Vizinhos, juntamente com o Governo Estadual, realiza projetos desde a década de 90 para recuperação das matas ciliares em nosso município, a maior dificuldade é a conscientização e principalmente à aceitação por parte dos agricultores e da população em geral, na questão de preservar as nossas matas ciliares.

A ausência ou a redução da mata ciliar pode provocar o aparecimento de pragas e doenças na lavoura, com a eliminação da mata ciliar, reduz a fauna e consequentemente reduz os inimigos naturais, permitindo o desenvolvimento e proliferação de animais (insetos) que antes seriam controlados por outros animais (servindo-lhes de alimento) e controlando a sua população, evitando assim, prejuízos econômicos às propriedades rurais.

O desmatamento e o mau uso dos recursos naturais revelam o descaso que a população em geral tem em relação à preservação do meio ambiente. As áreas naturais possibilitam que as espécies, tanto da flora, quanto da fauna, possa se deslocar, reproduzir e garantir a biodiversidade da região.

Cabem a todos nós, a fiscalização e a obrigação de conservar e recuperar nossas matas ciliares e conscientizar o maior número de pessoas possíveis, para garantir que nossa futura geração possa usufruir dos inúmeros benefícios que a natureza nos oferece.





(Edson Paz de Macedo)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Uso da Reserva Legal

Definimos que reserva legal é uma área de preservação localizada no interior de uma propriedade, podendo ser utilizada para outros fins sustentáveis, qualquer pessoa que possui um imóvel rural é obrigado a instituir a reserva legal. Para assegurar o cumprimento das leis ambientais o Código Florestal obriga a qualquer agente que danificar o meio ambiente ou desrespeitar a reserva legal a reparar o dano. O estado é um grande responsável pelo meio ambiente, tanto como agente causador de dano, como preservador, pois cabe ao mesmo fazer valer as leis que ele próprio cria e caso este as desrespeite, será punido como qualquer pessoa.

A Reserva Legal deve ser utilizada para a “reabilitação dos processos ecológicos, conservação da biodiversidade e o abrigo e proteção de fauna e flora nativas.”

Com o inicio da agricultura e a vontade incessante do homem em produzir capital, começou-se o desmatamento, ou seja, com o intuito de crescimento econômico o homem passou a destruir florestas, árvores, enfim tudo que pudesse lhe render lucro, sendo assim foi criada a reserva legal.

Ela varia de acordo com o bioma e o tamanho da propriedade e pode ser:

I – 80% da propriedade rural localizada na Amazônia Legal.

II – 35% da propriedade rural localizada no bioma cerrado dentro dos estados que compõem a Amazônia Legal.

III- 20% nas propriedades rurais localizadas nas demais regiões do país.

A legislação ambiental destinou uma área no interior das propriedades, para atingir os objetivos nela previsto e para que a propriedade efetivamente cumpra sua função sócio-ambiental. Desta forma, em principio é uma área de reserva legal uma limitação administrativa, onde o proprietário somente pode operar se seguir determinadas leis.

Os princípios ambientais tais como os que definem a reserva legal tem sido de vital importância para a preservação do meio ambiente.

Na realidade o que falta ainda é consciência, ou seja, o ser humano deixe de pensar apenas em favorecimento econômico e pense um pouco na saúde e no bem-estar do próximo e também de toda a sociedade, visto que os males causados ao meio ambiente trazem consequências não apenas para uma pessoa e sim para todo o planeta, devendo cada individuo ser responsabilizado pelo dano que causar ao meio ambiente visto que o dano ambiental é punível e obrigatoriamente indenizável, devendo o causador sofrer sanções.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Construções em Área de Preservação Permanente
(Cristiane Paschoali)

Considera-se Área de Preservação Permanente, as florestas e demais formas de vegetação natural situada ao longo dos rios ou de qualquer curso de água, reservatório, lagos, lagoas, nascentes, topo de morros, encosta ou parte destas com declividade superior a 45º, dunas, entre outras áreas, conforme o código florestal, Lei 4.771, Artigo 2º, de 15 de setembro de 1965.
Nas áreas rurais a preservação permanente é bem mais visível que nas áreas urbanas, sendo que as propriedades que ficam próximos a cursos d’água ou que tenham nascentes, estão implantando a APP, essa realidade já pode ser percebida em nossa região. Um dos motivos que levaram a implanta-lá é a exigência da Lei através do SISLEG – Sistema de Manutenção, Recuperação e Proteção da Reserva Florestal Legal e Áreas de Preservação Permanente, que tem um prazo estabelecido para ser cumprido, onde algumas entidades já o exigem, como por exemplo em Bancos e Financeiras quando há necessidade de fazer financiamentos.
As construções que ficam dentro da APP deveriam ser removidas, mas geralmente o que acontece é a compensação dessa área ocupada em outro local. Essa medida é adotada para que o proprietário possa conciliar ambas as partes, tanto do cumprimento da Lei quanto a sua necessidade, que na maioria dos casos são propriedades pequenas com renda familiar baixa, sem condições de construir novos estabelecimentos.
A realidade que acontece nas propriedades que tem construções dentro de APP, é que acabam adaptando o curso hidrico a sua necessidade, sem levar muito em conta a sua preservação. Já nos casos de fontes de água o que ocorre muito é a drenagem para implantação de lavoura e outras atividades.
Já nas habitações urbanas em torno dos rios, é causado um grau elevado de poluição, onde as empresas tem uma grande contribuição nisto, sendo que algumas destinam de forma ilegal os seus resíduos nos cursos d’água, sem o mínimo de preocupação em destina-lo corretamente. Outros fatores preocupantes são as galerias de esgoto ligados diretamente nos rios e também a grande quantidade de lixo jogado no mesmo.
PLANTIO FLORESTAL DE EXÓTICAS X USO DE NATIVAS

A década de 70, no Brasil, foi a de maior incentivo ao plantio de espécies exóticas. As principais espécies introduzidas foram o Pinus elliottii, o Pinus taeda e algumas diversidades do gênero Eucalyptus; a alguns anos atrás o plantio dessas espécies era praticado apenas por empresas, e não por proprietários de terra, até pelo fato de não possuírem uma tradição silvicultural. Atualmente, porém os agricultores estão vislumbrando a viabilidade econômica da atividade através de parcerias com grandes empresas de fomento florestal em virtude da demanda pelos produtos florestais. É importante mencionar que tratos adequados com essas plantas devem ser tomados a fim de que a qualidade das árvores seja melhor e os lucros dos produtores sejam maiores. Não se pode esquecer também dos lugares de plantio de florestas exóticas, evitar a beira de rios, nascentes; lugares que mesmo com árvores plantadas não podem ser cortadas e além do limite de 20% de reserva legal que devem ser mantidos com vegetação. O plantio de exóticas é importante até que as mesmas não passem a se expandir para as áreas de cultivo naturais, pelo fato de que algumas se dispersam de modo muito rápido.
O plantio de florestas nativas prevê aumentar a quantidade de espécies de árvores e de outras plantas em determinadas áreas, também aumentará o alimento que animais nativos precisam. As florestas nativas são mais resistentes no ataque de pragas, porque já desenvolveram defesas contra elas. Também é muito indicadas para plantios orgânicos que não se utiliza agrotóxicos. As arvores exóticas não tem uma relação com as florestas nativas, podem competir desigualmente pelo espaço, chegando ate matar uma espécie nativa para o uso da água para sobrevivência. Algumas espécies de exóticas tem raízes muito bem preparadas para absorver toda água ate secar o local como o caso do eucalipto. Essas espécies como eucalipto e pinheiro crescem muito rápido e são utilizados para comercialização da madeira.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

USO DE PRODUTOS NÃO MADEIRAVEIS EM RESERVA LEGAL

USO DE PRODUTOS NÃO MADEIRAVEIS EM RESERVA LEGAL





Produtos florestais não-madeireiros consistem em todo o material biológico de origem vegetal não-lenhoso, ou seja, exceto a madeira.

Com o decreto do código florestal brasileiro lei N° 4771 que torna obrigatório todas as propriedades rurais, no caso da nossa região, que tenham 20% de área total coberta de mata, e suas nascentes e rios protegidas, no caso das nascentes sendo protegidas dentro de um raio de 50 metros, e os rios com largura até 10 metros de largura a lei exige 30 metros de preservação partindo de sua margem.
Muito se ouve falar com a preservação dos 20% e a preservação das beiras de rios e nascentes iríamos deixar de produzir e geram renda nas propriedades, mas há muitas outras formas de produzir e gerar renda sem agredir o meio ambiente.
Usarmos das nossas áreas preservadas como áreas de lazer ou usar meios de gerar renda sem agredir o meio ambiente como produção de erva, produzir d maneira sustentável onde o corte se faz sem agressão ao meio ambiente, também a criação de abelhas técnica chamada apicultura usa para produzir mel, própolis .
Há também a extração da resina, o setor brasileiro de produção de goma-resina hoje ocupa uma posição de destaque no mercado mundial, a resinagem no Brasil teve inicio na década de 70 o pais passou da condição de importador para de exportador esses produtos e seus derivados e hoje atualmente o Brasil é o segundo maior produtor mundial de resina.
Se buscarmos alternativas que não agridam o meio ambiente também há possibilidade de lucrar com isso preservando a natureza e a biodiversidade.

Solo – erosão na agricultura, principais causas e medidas de correção

Solo – erosão na agricultura, principais causas e medidas de correção
Alex Evaldo Wust

O solo é a camada mais superficial da crosta terrestre e são constituídos de proporções e tipos variáveis de minerais, gases, água e húmus. É produto do intemperismo sobre um material de origem, cuja transformação para solo se desenvolve em um determinado relevo, clima, bioma e ao longo de um tempo. O solo funciona como alicerce da vida terrestre, onde encontramos os micro e macro nutrientes, assim como boa porção da água que plantas necessitam. Para essa vida existir, o equilíbrio dentro do solo deve estar preservado e adequado. Quando isto ocorre, diz se que o solos estão fértil. Se um dos elementos necessários à vida não estiver presente, ou estiver em número insuficiente para aquele bioma, o solo está infértil e deve ser artificialmente corrigido. Muitas vezes, é o próprio homem que torna seu solo infértil, através da erosão ou exploração acelerada.


A erosão pode ser explicada pela perda da camada superior do solo, justamente a que concentra a maior quantidade de nutrientes. O fenômeno, causado pela chuva, pelo vento e pelo manejo inadequado, traz problemas de ordem econômica e ecológica. Uma área erodida normalmente é menos produtiva, o que exige a aplicação de grandes quantidades de fertilizantes. Estes, por sua vez, são potencialmente poluidores.Os microorganismos que desempenham papel relevante nas propriedades do solo são fortemente afetados pela erosão, fenômeno que constitui um dos principais problemas da agricultura brasileira. A conclusão faz parte da dissertação de mestrado defendida pelo biólogo Gustavo Rodrigo Thomazine junto ao Instituto de Biologia (IB) da Unicamp. De acordo com a pesquisa, que também considerou o impacto de diferentes técnicas de manejo sobre a comunidade microbiana, os fungos e as cianobactérias, elementos que participam da ciclagem de nutrientes e exercem funções fotossintetizantes, respectivamente, mostraram-se mais sensíveis ao processo erosivo.


A agricultura dos países em desenvolvimento tem enfrentando sérias dificuldades por causa da erosão. No Brasil, o fenômeno tem sido registrado em praticamente todos os estados. Anualmente, o País perde aproximadamente 500 milhões de toneladas de solo em virtude da erosão. Isso corresponde à retirada de uma camada de 15 centímetros de solo das regiões Sudeste e Centro-Oeste e mais o Estado do Paraná", compara Thomazine. Para impedir o processo de erosão, a saída está no desenvolvimento sustentado, o que inclui a recuperação e a manutenção do solo.



Curvas de nivel uma das maneiras para reduzir a erosão do solo

domingo, 18 de outubro de 2009

USO DE ARAUCÁRIA PARA ENRIQUECIMENTO DE MATAS NATIVAS (Por Tiago Zen)


A Araucária Angustifólia, ou o popular Pinheiro do Paraná, pertencente à família das coníferas, constitui as chamadas Matas de Araucárias (Floresta Ombrófila Mista)(Figura 1.) localizadas na Região Sul do Brasil e em alguns pontos mais elevados da Região Sudeste, onde predomina o Clima Subtropical com invernos rigorosos, verões quentes, índices pluviométricos elevados e bem distribuídos durante o ano.
Originalmente esta formação possuía grande diversidade tanto vegetal quanto animal, sendo que muitas espécies eram endêmicas desta região como a própria Araucária Angustifólia. O domínio das Araucárias estendia-se por grande parte do Rio Grande do Sul e Paraná, hoje cobrem apenas 1,2% desta área (cerca de 40.774 hectares), dos quais apenas 0,22% está sobre preservação de Unidades de Conservação (UC). Sendo assim ela está extremamente ameaçada de extinção.
Porém, a Araucária Angustifólia seria a espécie mais indicada para o enriquecimento de uma mata nativa? Esta pergunta é complicada, pois há lados positivos e negativos. Segundo o site www.brasilescola.com a Araucária, não é considerada uma espécie pioneira, são espécies de grande porte, que podem chegar a ter de 25m a 50m de altura e troncos com até 2m de diâmetro, isto, e sua não ocorrência de flores impedem o crescimento de outras plantas ao seu redor fazendo com que a floresta fique esparsa e composta por dóceis muito baixos ou ralos, além de pouca variação de espécies.
Por outro lado, segundo NERONI, Rafaela de Fátima (2007) em pesquisa para FAPESP/USP a Araucária Angustifólia tem um importante papel no fornecimento de nutrientes para o solo, pois em suas raízes foram encontradas quantidades significativas de bactérias fixadoras de nitrogênio, como os grupos Pseudonomas sp. e Burkholderia sp. . Também segundo CARDOSO, Elke Jurandy (2004) em pesquisa para USP a Araucária faz parte de um ecossistema rico em diversidade vegetal e animal e possui relações muito fortes entre si. A perda desta espécie ou a falta dela traria uma série de conseqüências negativas para todo o ecossistema envolvendo até a perda de microorganismos abaixo da superfície.
Sendo assim, há duas abordagens. Se tratarmos de florestas “nativas” na visão de recuperação, principalmente APP, vemos que a Araucária de imediato não deverá ser inserida, pois inibe o crescimento de uma série de outras espécies que no início são mais importantes, logo neste período ela não enriquece a mata e sim atrasa seu desenvolvimento. Porém quando abordamos pelo lado de uma mata que já possui certo estágio de desenvolvimento, ou até mata que não foi alterada, a implementação da Araucária é sim muito importante pois é um “elo” de equilíbrio, que fornece nutrientes e integra todos os outros componentes daquele ecossistema.

Uso de produtos não-madeireiros - Edvaldo S. Macagnan


Produtos florestais não-madeireiros consistem em todo o material biológico de origem vegetal não-lenhoso, ou seja, exceto a madeira. De acordo com a classificação do IBGE, que utiliza o termo "produtos extrativos" da floresta, destacam-se: borrachas, gomas não elásticas, ceras, óleos essenciais, fibras, resina, produtos alimentícios e aromáticos.

Vários produtos essenciais, ainda pouco conhecidos poderiam ser destacados para os setores alimentício, farmacêutico, energético e industrial. A milenar cultura indígena e a cultura dos povos ribeirinhos, proveniente das regiões mais remotas do país, escondem verdadeiros tesouros, a destruição irracional dos recursos florestais levam consigo esses tesouros, privando a humanidade de recursos muito importantes. Por isso é preciso entender que todas as riquezas naturais compõem a biodiversidade e tem sua importância para os diferentes organismos que dela dependem para sobreviver.

Nas regiões sul e sudeste do país certos produtos não-madeireiros, como a erva-mate, óleo essencial de eucalipto, urucum, palmito, e produtos de resinagem de pinus se destacam na economia regional. No estado do Paraná nas regiões norte, oeste e noroeste, alguns clones de seringueira tem produzido cerca de 820 a 1510 Kg de borracha/seca/ano, e são importantes componentes na formação do PIB nacional. Com as facilidades locais dessas regiões permitiu-se maior industrialização destas atividades, inclusive a exploração desses recursos em grande escala.

Com o aumento de mercado dos produtos florestais não-madeireiros e da grande variedade desses produtos, seja em função da maior exploração das florestas, seja do cultivo de certas essências em sistemas agroflorestais, o homem busca lucros imediatos, encurtando assim a cadeia natural, e considerando inútil aquilo que não é de seu interesse imediato e ignorando as premissas básicas de seu comprometimento com o equilíbrio ambiental, social e econômico.

Cabe aos órgãos governamentais apoiar as iniciativas que priorizem a utilização de recursos não-madeireiros, uma vez que estes recursos e seus valores de sustentabilidade são ainda pouco explorados, criando políticas de incentivo para a economia local e regional, principalmente das regiões mais distantes, bem como garantir a sobrevivência dos ecossistemas naturais.

Uso de Araucária na recuperação de áreas degradadas - Marcos Smolinski



As matas de Araucárias foram ao longo do tempo sendo muito exploradas, fazendo com que elas ficassem restritas a aproximadamente 3% do seu formato original.

Uma das formas de reverter em parte essa situação seria a implantação da Araucária na recuperação de áreas degradadas, que além de aumentar o número de indivíduos proporcionaria a recuperação de áreas que estão desfavoráveis ao desenvolvimento espontâneo de plantas e animais.

O Pinheiro-do-Paraná ou Araucária (Araucária angustifolia) é uma planta que tem melhor desenvolvimento em regiões com invernos rigorosos e verões quentes onde a predominância do clima subtropical, com níveis pluviométricos altos e bem distribuídos, em altitudes entre 500 e 1800 metros podendo ocorrer em vários tipos de solos, desde os menos férteis até os mais férteis.

Mesmo a região sudoeste do Paraná tendo características favoráveis ao seu desenvolvimento, são poucas as áreas onde ocorre sua implantação, uma vez que o conhecimento sobre as técnicas são muito superficiais, não levando em conta o grande potencial econômico da aplicação dessa cultura. Além de seu potencial econômico deve-se levar em conta a sua importância ambiental, uma vez que fornece alimento e abrigo para inúmeras espécies de animais.

Uma das formas de utilizar a Araucária poderia ser dentro das técnicas silvipastoris, que além de agregar valor a propriedade, promove um desenvolvimento mais rápido pelo espaçamento favorável entre plantas, interagindo de forma positiva com as culturas associadas, por diminuir a incidência de ventos e consequentemente diminui a perda de umidade do solo.

Para tanto deveria haver políticas de incentivo e apoio que tornassem possível o aproveitamento do nosso clima e solos favoráveis na plantação de um símbolo do nosso estado a Araucária, que tem grande importância cultural e ambiental, visando a diminuição dos parâmetros atuais de destruição da mesma.

LICENÇA UNICA EM UMA OFICINA MECANICA




A empresa “Mecânica Centro Novo” constitui em um empreendimento situado na cidade de Planalto (PR), vem atuando no setor de mecânica de automóveis desde o ano de 1970. Entretanto, mesmo sendo uma empresa de pequeno porte, pelo tempo que atua no ramo, observa-se que a geração de resíduos altamente poluentes a natureza vem tornando-se um problema cada vez mais acentuado, e principalmente pelo fácil acesso a freqüentes mudanças de tecnologias, com baixo custo de peças de reposição, aumentando o volume de descartes.
Podemos considerar ainda que o óleo de motores e a gasolina oriunda da lavagem de peças também são fontes potenciais de contaminação, visto que não há um sistema correto de destinos desses influentes, ou seja, são diretamente lançados ao ar livre sem nenhum tratamento, contaminando assim o solo, e podendo chegar a minas de águas e ate mesmo em lençóis freáticos. evidenciando que a empresa não possui autorização do órgão ambiental competente para funcionar, a mesma esta totalmente ilegal perante as leis ambientais e isso pode ocasionar multas e ate mesmo o fechamento da empresa se não aderir as determinadas leis.
Fundamentado no que acima expomos e considerando que a empresa foi estabelecida antes de 1997, não possuindo as licenças ambientais, tais como licença prévia, licença de instalação e licença de operação. Após uma conversa com o proprietário da empresa, seguido de uma conscientização ambiental sobre os danos causados ou que podem ser causados à natureza e consequentemente todos os seres vivos que da mesma dependem para sobreviver, chegamos em uma conclusão, que através de um projeto ambiental sobre tratamento de resíduos sólidos e demais dejetos oriundos desta atividade, e visando assim adervar-se a legislação ambiental vigente solicitando a licença ambiental única para essa atividade, ou seja, a licença da operação.

LICENÇA UNICA EM UMA OFICINA MECANICA

A empresa “Mecânica Centro Novo” constitui em um empreendimento situado na cidade de Planalto (PR), vem atuando no setor de mecânica de automóveis desde o ano de 1970. Entretanto, mesmo sendo uma empresa de pequeno porte, pelo tempo que atua no ramo, observa-se que a geração de resíduos altamente poluentes a natureza vem tornando-se um problema cada vez mais acentuado, e principalmente pelo fácil acesso a freqüentes mudanças de tecnologias, com baixo custo de peças de reposição, aumentando o volume de descartes.

Podemos considerar ainda que o óleo de motores e a gasolina oriunda da lavagem de peças também são fontes potenciais de contaminação, visto que não há um sistema correto de destinos desses influentes, ou seja, são diretamente lançados ao ar livre sem nenhum tratamento, contaminando assim o solo, e podendo chegar a minas de águas e ate mesmo em lençóis freáticos. evidenciando que a empresa não possui autorização do órgão ambiental competente para funcionar, a mesma esta totalmente ilegal perante as leis ambientais e isso pode ocasionar multas e ate mesmo o fechamento da empresa se não aderir as determinadas leis.

Fundamentado no que acima expomos e considerando que a empresa foi estabelecida antes de 1997, não possuindo as licenças ambientais, tais como licença prévia, licença de instalação e licença de operação. Após uma conversa com o proprietário da empresa, seguido de uma conscientização ambiental sobre os danos causados ou que podem ser causados à natureza e consequentemente todos os seres vivos que da mesma dependem para sobreviver, chegamos em uma conclusão, que através de um projeto ambiental sobre tratamento de resíduos sólidos e demais dejetos oriundos desta atividade, e visando assim adervar-se a legislação ambiental vigente solicitando a licença ambiental única para essa atividade, ou seja, a licença da operação.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

DIA DO PROFESSOR

EM NOME DA TURMA A DE ENGENHARIA AMBIENTAL 6º PERÍODO, VENHO POR MEIO DESTE PARABENIZAR A TODOS OS NOSSOS PROFESSORES QUE DESEMPENHAM O PAPEL MAIS IMPORTANTE NA GRANDE JORNADA DA NOSSA FORMAÇÃO ACADEMICA. QUE ESTE DIA SEJA LEMBRADO PELO CARINHO QUE SENTIMOS POR VOCÊS E QUE POSSAM TODOS OS DIAS DESENVOLVER O MELHOR RACIOCINIO, A MELHOR DINAMICA, O MELHOR ESTUDO. FELIZ DIA DO PROFESSOR. FELICIDADES A TODOS.

COLETA DE RESÍDUOS LÍQUIDOS INDUSTRIAIS EM DOIS VIZINHOS - Por GISLAINE VIEIRA


Dois Vizinhos é um município brasileiro localizado na região Sudoeste do estado do Paraná, sua população estimada é de 40,000 habitantes para uma área de 418,320 km².
Em Dois Vizinhos se encontra um grande número de pequenas indústrias de todos os ramos, onde a maioria destas estão concentradas numa área própria retirada da cidade, conhecido como parque industrial, também se encontra grandes indústrias que faz com que Dois Vizinhos se destaque.


Em média 60m3 de esgoto doméstico e industrial são produzidos em Dois Vizinhos por dia, os esgotos industriais que são gerados a partir de utilização da água para fins industriais, geralmente apresentam características próprias da linha de produção de cada empresa, podendo assim ter um potencial tóxico ou corrosivo. Esse tipo de esgoto tem que ser tratado separadamente do doméstico, pois o esgoto doméstico é orgânico e pode ser utilizado para outros fins já o industrial é inorgânico, ele não se decompõe facilmente, porém em Dois Vizinhos o tratamento do esgoto não é realizado como é devido. O esgoto industrial é tratado juntamente com o doméstico, assim o esgoto doméstico que poderia, depois de tratado, ser usado na agricultura ou para outra utilização não pode porque fica contaminado com o das industrias, contaminando o solo e o rio de Dois vizinhos onde é lançado todo o esgoto depois de tratado, quando é devidamente tratado.


No parque industrial onde se encontra a maioria das indústrias não há uma rede de coleta e tratamento de esgoto, as indústrias têm fossas sépticas que no decorrer do tempo é retirado o material líquido destas fossas e encaminhado a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) da cidade para tratamento.


As empresas da cidade, de grande porte, geram muito esgoto, isso faz com que elas tenham sua própria estação de tratamento. Sendo feito o tratamento no local e após esse tratamento os resíduos são lançados no Rio Dois Vizinhos.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Produção de Mudas Nativas no Sudoeste do Paraná

Marcia Emilia Delpubel
Eng. Ambiental - UNISEP


Desde 1992, o IAP – Instituto Ambiental do Paraná vem desempenhando a meta de cultivo e distribuição de mudas de árvores nativas no sudoeste do Paraná. Com sede em Salgado Filho, o viveiro regional atende cerca de 30 municípios com abrangência para outras regiões bem como propriedades particulares que procuram o viveiro florestal para adquirirem mudas com intuito de recuperar mata ciliares e também para o cultivo direto na questão de reflorestamento direcionado a comercialização de madeira. O Código Florestal brasileiro de 1965 definiu que em cada propriedade rural existissem Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal, assim os viveiros municipais dispõem-se ao cultivo e distribuição de mudas para a comunidade. A maioria desses viveiros contém muda de diversas espécies, tanto na parte de arborização rural como na da urbana como paisagismo.
Vários outros viveiros são colocados à disposição para distribuição e comercialização de mudas nativas como o de Francisco Beltrão que tem como parceria a Prefeitura Municipal e o IAP, localizado no Horto Florestal da cidade, possui várias espécies como, por exemplo, a Açoita-Cavalo, Angico-Vermelho e Branco, Canela, Cedro, Louro, Pitanga, Peroba entre outras.
Em seu conjunto, Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal devem formar um mosaico expressivo de vegetação natural na paisagem rural. Ele garante à sociedade, benefícios como proteção dos mananciais, redução dos riscos de enchente, amenidade dos ventos e da temperatura e manutenção da biodiversidade.
Aos interessados em recuperar áreas degradadas ambientalmente e se adequar às normas legais, deve-se procurar o balcão do IAP para requerer o formulário de aquisição de mudas.
No Paraná já foram plantadas 98.850.000 mudas de árvores nativas, que não somente para área de Mata Ciliar, mas também para Reserva Legal e Área de Preservação Permanente.
Com relação às informações coletadas pelo site do IAP temos os seguintes dados:


ERBEL
Escritório Regional de Francisco Beltrão
Totais da Regional
Plantio de Mudas:
Viveiros IAP - 1.722.445
Viveiros Municipais - 4.356.358
Outros - 312.354
Total - 6.391.157
Semeadura - 1.002,97 ha
Cercas - 529,77 km
Abandono - 532,95 ha


















Políticas de Preservação do Meio Ambiente na Prefeitura de Chopinzinho (Gustavo Balen Putton)

O meio ambiente, nos últimos anos, vem sendo exaustivamente discutido em função da degradação da natureza e conseqüente decadência da qualidade de vida, tanto nas cidades, como no campo. Essa situação decorre, entre outras razões, do mau gerenciamento ambiental advindo do setor público e privado.
A política ambiental na cidade de Chopinzinho, em primeiro lugar, da preferência social pelo meio ambiente e da disponibilidade de recursos financeiros, técnicos e humanos necessários a sua implantação.
Assim, se o objetivo é a preferência social pelo meio ambiente, Chopinzinho já vem desenvolvendo idéias para preservação ambiental na cidade, entre as principais: controlar e reduzir os níveis de poluição e de degradação, ampliar as áreas verdes do município, preservar áreas especiais, ecossistemas naturais e paisagens, fiscalizar o abastecimento de água em condições adequadas. Um projeto de preservação ambiental desenvolvido pela administração municipal está direcionando aos suinocultores dois equipamentos para evitar e reduzir a poluição ocasionada pela destinação incorreta de dejetos suínos no solo e nas encostas de rios. Esta iniciativa tem o objetivo de beneficiar os produtores oferecendo condições de transporte e destinação adequada aos resíduos tóxicos produzidos por sua criação. A administração municipal está direcionando estes equipamentos aos produtores, na intenção de oferecer melhores condições de trabalho, e também, intencionado sanar um grande problema ambiental que é a poluição através do contado dos dejetos suínos no solo e também nas margens dos rios.
Podemos concluir que segundo o Conselho Nacional de Meio Ambiente, a avaliação dos impactos ambientais locais, causados pelos empreendimentos, passaram a ser competência do município, pois a principal responsabilidade do governo municipal é coordenar as ações e desenvolver, em conjunto com a sua comunidade, um pensamento ambiental coerente, visando a implantação de normas que permitam controlar a deterioração ambiental e buscar a necessária reabilitação das áreas mais afetadas.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Processo para averbar a Reserva Legal

Com o aumento da preocupação ambiental, dos poderes públicos e da política dos órgãos ambientais, muito se têm discutido sobre a obrigação dos proprietários e produtores rurais para procederem à averbação e a regeneração da Reserva Legal. Com efeito, são poucos os proprietários que têm averbado estas áreas em seus títulos. Muitos não têm sequer o que averbar. A averbação trata-se da delimitação física e jurídica da Reserva Legal, com determinação na Matrícula do Imóvel, de sua extensão e localização invariável, oponível a terceiros e sucessores.
A Reserva Legal é a área coberta de vegetação nativa ou qualquer outra cobertura vegetal que deve estar averbada à margem da matrícula do imóvel rural, em decorrência da obrigação trazida pelo artigo 16, parágrafos do Código Florestal Lei 4.771/65 – alterada pela MP 2166-671.
No estado do Paraná, nas propriedades rurais, situadas em áreas de florestas ou outras forma de vegetação, não necessariamente nativas, é exigido por lei 20% do total da propriedade. Esse percentual varia de região para região, como, por exemplo, na Amazônia, onde a reserva legal em formações florestais é de 80% da propriedade.
A obrigação de averbar a Reserva Legal existe desde 1989, quando as Leis do Código Florestal foram aprovadas e deveriam ter sidas postas em prática. Hoje, no entanto, em função das alterações trazidas pela MP, essa é uma obrigação que as pessoas estão realizando por necessidade, pois estão sendo exigidas pelos órgãos públicos.
A partir dessa obrigação, cabe ressaltar, que por não ter prazo determinado, esta deveria ter sido cumprida em um prazo razoável após a edição da norma. Passados 20 anos é evidente que os proprietários estão sendo obrigados a averbar a Reserva Legal, porém, por motivos diversos, poucos as têm averbado, tanto por falta de conhecimento, como pela burocracia que esse processo envolve, e também devido ao alto custo para o seu desenvolvimento e implantação. Normalmente é necessária a mobilização da uma área produtiva, de onde atualmente o produtor retira seu sustento, causando vários danos ao meio ambiente.
( Carlos Roberto Victalli )

Parques públicos em Dois Vizinhos (Aline C. Bocca)

Segundo o Prof. Antonio Carlos Sarti em seu artigo Parques público e controle social, “Os parques públicos são criados com a finalidade declarada de atender à necessidade de espaço livre e de uso público destinado e equipado para o exercício físico e para as práticas que recondicionem o corpo e a mente para a função do trabalho.” Complementando o pensamento ditado anteriormente, parques públicos tem a função também de aproximar a população da natureza bem como ter um espaço de lazer.
É visível na cidade de Dois Vizinhos a carência de parques urbanos que atendam a estas necessidades e satisfaçam a população. O único parque da cidade, o Parque Ecológico Jirau Alto, que deveria ser exemplo para a região e aproximar os cidadãos do meio ambiente, está abandonado e sem cuidados periódicos para sua manutenção. Inicialmente quando foi inaugurado na cidade, era um parque que atraia a atenção e interesse da população local e de cidades próximas, entretanto, é triste ir até o local nos dias de hoje e constatar que a falta de interesse do próprio município o deixou em estado de deterioração.
A cidade possui ainda praças e parques infantis que podem ser consideradas locais de lazer e uso publico, como por exemplo a Praça Poliesportiva João Fávero, que possui equipamentos para praticas de exercícios destinados á população da terceira idade, que é muito utilizada alem de ser um local bonito e que aproxima quem a freqüenta da natureza.
Um parque publico é com certeza de grande importância para qualquer cidade, pois alem de contribuir com o embelezamento da cidade, assume parâmetros de desenvolvimento social e cultural do município. Dois Vizinhos é uma cidade em pleno desenvolvimento e com um déficit na questão de parques públicos, mas esperamos que em pouco tempo com o desenvolvimento da cidade, esse fato seja percebido pelas nossas autoridades locais e solucionado.

domingo, 11 de outubro de 2009

Praças Públicas em Dois Vizinhos

Popularmente, praça é definida como uma área verde e de ajardinamento urbano. Muitas surgem devido ao traçado urbano da cidade, como rotatórias e canteiros centrais de grandes avenidas, e acabam recebendo o título de praça pública.
Quando feita com um projeto, costuma-se instalar equipamentos recreativos e contemplativos como playgrounds, recantos, equipamentos para ginástica. È inegável a importância que as praças públicas possuem nas condições de vida da população de uma cidade. Quem não gosta de uma sombra aconchegante de uma árvore, de passear no final de tarde, de conversar com um amigo em um local bem próximo da natureza? Depois de um dia de trabalho, ela nos proporciona descanso, bem-estar. Tudo isso as praças públicas podem proporcionar.
A arborização de uma praça pode ser feita com espécies exóticas ou nativas. Alguns critérios devem ser seguir seguidos conforme o plano diretor no município( se houver), características como preferência por ambientes, rusticidade, enraizamento, ramificação da copa, valor paisagístico, espaço disponível. Além da qualidade de vida e opção de lazer e descanso, uma praça pública para a maioria das cidades se torna um ponto de referencia e atração turística, mas não é somente isto, ela nos proporciona proteção contra ventos, absorção dos raios solares, sombreamento, ambiente para pássaros entre outros benefícios.
A cidade de Dois Vizinhos possui algumas praças públicas que merecem destaque como a Praça do Colégio Leonardo da Vinci, Praça Santo Antonio, Praça da Igreja Imaculada e a Praça do Lago Dourado. O que nos deixa um pouco triste é ver que mesmo com lixeiros disponíveis, alguns visitantes jogam lixo em qualquer local ignorando regras simples de convivência em sociedade, picham, quebram lâmpadas e equipamentos entre outras atitudes anti-sociais que custam muito aos cofres públicos e a toda a sociedade.
Mas tudo isso é compensado quando vimos a grama aparada, pessoas jovens e idosos se exercitando, pais com seus filhos dando seus primeiros passos em um local agradável, amigos compartilhando momentos de lazer.
Valorize e cuida das praças públicas, elas são de todos nós.
Lixeira com saco plástico
Lago Dourado - Espaço para caminhada e lazer

Lixeira e aos fundos lixo e pichações
Praça Leonardo da Vinci

Anderson Adilso Zucchi
Engenharia Ambiental




quarta-feira, 7 de outubro de 2009













Entende-se por "Áreas Verdes", qualquer espaço no qual predominan as áreas plantadas por vegetação. Sua importância se dá não só pelo fato de ser formada por uma cobertura vegetal, mas também, por abrigar espécies da fauna da região, e em alguns casos, preservar as cabeceiras de importantes cursos hídricos e ainda aproximaras pessoas á natureza a fim de mostrá-las a importância de preservá-la.





Atualmente, a cidade de Dois Vizinhos-PR conta com cerca de3,8 á 4% de mata primária( mata nativa com vários estágios de preservação) em sua extenção territorial. É um índice muito pequeno, porém, faz prate da realidade não só deste município, mas, da maioria das cidades com certo nível de desenvolvimento urbano.





Como incentivo, o município já distribuiu este ano 500 mil mudas de eucalípto a pequenos produtores rurais. Desta forma, o pequeno produtor conta com lenha oriunda de uma espécie exótica(Eucalipto) e não retira da mata espeécies nativas para a queima. Além desta iniciativa, juntamente com o Instituto Ambiental do PAraná-IAP, Dois Vizinhos forneceu também este ano cerca de 10 mil mudas de espécies nativas(Angico, Sibeperuna, tipuana e etc.) a serem palantadas nas áres de preservação permanente-APPs na bacia do Rio Jirau Alto(rio que abastece a cidade e um frigorífico).





O rio Dois Vizinhos, contará a partir do próximo ano com o projeto "Recuperação da Mata Ciliar do Rio Dois Vizinhos". Juntamente com empresas que captam água deste curso hídrico, a prefeitura pretende apoiar de início 20 pequenos produtores rurais com palanques e arames para cercas assim como proteção de fontes. Este projeto já existe à mais de 15 anos na bacia do rio Jirau Alto, obviamente que neste, o projeto chama-se "Recuperação da Mata Ciliar do Rio Jirau Alto."





Dois Vizinhos conta com o Parque Ecológico Jirau Alto. Consiste em uma área destinada à preservação de fauna e flora nativa da região. O Parque leva este nome pelo fato de passar por entre ele, o Rio Jirau Alto. Ainda que não completo e também, não totalmente preservado, é possível caminhar por suas trilhas e conhecer alguns nomes de espécies de árvores nativas através de placas de identificação.





Mesmo que tenha tomado algumas medidas de preservação, o município não da a devida às suas áreas verdes, os projetos são poucos e os que existem parecem estar abandonados, isso, quando são concluidos. Sendo assim, pode-se dizer que Dois Vizinhos não possui áreas verdes totalmente preservadas.





Hoje em dia, com a preservação do meio ambiente cada vez mais cobrada no mundo inteiro, espera-se que seja dado continuidade aos projetos já existentes e que surjam outros mais, relacionados a preservação de áreas verdes em Dois Vizinhos.
























Plano ambiental de municípios – Verê (Fernando Cella)

Os variados tipos de poluição e a degradação ambiental passaram a ameaçar a sobrevivência humana e de outros seres vivos no planeta. Nestas condições o Plano Ambiental tem a finalidade de apontar diretrizes a serem executadas por um determinado município com o intuito de buscar soluções efetivas para os problemas ambientais e um desenvolvimento sustentável. Ter um
Plano Ambiental será tão necessário quanto um Plano Diretor para garantir a sustentabilidade dos municípios e, principalmente, a qualidade de vida dos cidadãos.

Entretanto, o que deveria ser visto como um beneficio para o município, é geralmente considerado um custo a mais nos cofres públicos. Isto ocorre principalmente em cidades pequenas, que é o caso do município de Verê, que tem sua economia voltada basicamente na agricultura. Com aproximadamente seis mil habitantes, e a maioria da população residente em áreas rurais, a conscientização de sustentabilidade torna-se mais complexa, considerando neste caso que a preocupação com a gestão dos recursos naturais traria mais sustentabilidade da cadeia produtiva e econômica da cidade.
O município de Verê não possui um Plano Ambiental atualmente, mas segundo informações da prefeitura, esta sendo estudada a viabilidade de ser implantado o mesmo no local. Um fator que esta sendo muito discutido é o custo de implantação do Plano, considerando uma carência de profissionais que possam provar a eficiência e benefícios a longo prazo que o plano traria para o município.
Apesar de ser um município pequeno, teria muito trabalho a ser realizado para alcançar um desenvolvimento sustentável. O que falta é o apoio de governantes e iniciativas da própria prefeitura para iniciar algum tipo de trabalho sócio-ambiental e afins, o que poderia futuramente resultar num plano ambiental para o município.
A falta de consciência e vontade de contribuir com o meio ambiente, ainda prevalecem em um município que tem seu sustento tirado totalmente dos recursos naturais locais, é um paradoxo que infelizmente ocorre em Verê.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

PÁSSAROS NO MUNICÍPIO DE SÃO JORGE D' OESTE.


Em São Jorge D'Oeste localizado na Região Sudoeste do Paraná, a presença de várias espécies de pássaros é bastante nítida, como pomba juriti, pomba amargosa, andorinhas, joão de barro, papagaios,tucanos, pica-pau, pardais, bentevi, garças entre outras espécies, que podem ser encontradas próximo aos Lagos do Iguaçú um dos maiores pontos turísticos do município.

Mas o que vem causando maior preocupação aos agricultores são as pomba, que se alimentam principalmente das culturas de soja, milho e trigo que do ponto de vista econômico são as mais importantes do município. As aves surgem em bandos que geralmente se espalham pelas plantações a cada bicada é uma planta a menos para os produtores, elas atacam quando a planta ainda está pequena e comem o broto. Apenas quando alguem está por perto é que elas desaparecem.

É difícil estimar de forma confiável as perdas nas colheitas causadas pelas mesmas, mas em alguns casos as percas chegam a atingir até mais de 30% das plântulas de soja, um prejuízo comparável aos causados por outras pragas de importância econômica combatidas com aspersão de agrotóxicos.

A superpopulação de pombas que geralmente se alimentam no campo durante o dia e voltam para a cidade à noite, está relacionada ao tipo de alimentação na zona rural. Mas parte da solução está no compromisso do meio rural em evitar desperdício da produção, como os grãos que se perdem durante a colheita, transporte e nos pátios da cooperativas.

Este desequilíbrio ambiental está diretamente relacionado à falta de àreas de preservação permanente, àreas de bosques, florestas nativas que foram desaparecendo com o tempo, passando a dar lugar à agricultura e pecuária na região, a eliminação do habitat natural e as alterações na cadeia trófica esta mudando o nincho ecológico destas espécies, que sentindo a falta de alimento passam a migrar para outros locais.

O incentivo por parte da Secretaria da Agricultura para se desenvolver uma política ambiental focada nas áreas de preservação ambiental seria de extrema importância, pois o aumento de áreas verdes possibilita alimento para estas aves e inimigos naturais, consequentemente as perdas na agricultura diminuem.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

GESTÃO DE RESÍDUOS NA UNISEP (DANIEL BENOSKI)


Gestão de resíduos na UNISEP
Com o desenvolvimento de centros urbanos e consequentemente o êxito rural, grande acúmulo de pessoas e consigo a industrialização passam a ser os grandes geradores de lixo, que poderiam ser reaproveitáveis. A isso surge o SGA (Sistema de Gestão Ambiental), onde diz respeito a um conjunto de atividades administrativas e operacionais inter-relacionadas para abordar os problemas ambientais atuais ou para evitar o seu surgimento.
Comunidades e empresas geradoras de algum resíduo devem se responsabilizar pelos seus passíveis ambientais, este é o caso da UNISEP, que por ser mais uma geradora de resíduos como tantas empresas, tem carência de formação e conscientização de seus integrantes quando se fala em dar o destino adequado a seus passivos, lançando-os muitas vezes no meio em que se situa, sem tratamento algum, contaminando, exaurindo as suas condições, repassando um marketing negativo a sociedade e aos seus integrantes que por sua vez buscam novas formas e oportunidades de reutilizar o que parece lixo.
Quando falamos em reciclar ou reaproveitar automaticamente temos economia, vários recursos utilizados em nosso dia-a-dia tem custos ambientais, como por exemplo, a água que por sua vez tem um custo de tratamento e de impacto ambiental, poderia ser aproveitada quando precipitada para higienização e outras utilidades do local. A UNISEP manteve um processo de destinação dos copos descartáveis utilizados por seus integrantes, criado por acadêmicos de Engenharia Ambiental onde os fundos arrecadados eram destinados as pessoas responsáveis pela faxina para que possam realizar suas confraternizações, outros resíduos são destinados a empresas de tratamento.
A demanda de lixo é desproporcional a oferta de recursos a estes poluentes, para isso é necessário o tratamento adequado, estabelecido no PGRS (Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos) em conjunto com a Lei 12.493/99 que estabelece parâmetros sobre o gerador pagador. É necessário que se desenvolva projetos em conjunto com seus integrantes acadêmicos, pois sem treinamento não há sustentabilidade de processos práticos gerencias, para que se possa por em pratica diversas informações adquiridas, buscando um desenvolvimento apartir de sustentabilidade ambiental e economia destes recursos para que possamos viver em um “mundo melhor” em conformidade ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.
AUTOR : DANIEL BENOSKI
CURSO : ENGENHARIA AMBIENTAL

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

LIMPEZA DE MATAS LOCAIS

Na região Sudoeste do Paraná, caracterizada ainda por pequenas cidades e com economia basicamente agrícola, é comum existirem em lotes, chácaras e margens de rio, dentro ou próximo as cidades, pequenas "matas ou bosques", aqui podendo ser definidas pela aglomeração de árvores nativas e/ou exóticas e com biodiversidade bastante diversificada e restrita.
Algumas destas áreas contém indivíduos isolados ou uma forma de "capoeira" e outras apresentam provável estabilidade entre flora e fauna e proteção dos solos, mas com poucas características que identificam um bioma ou uma floresta nativa.
Independentemente da situação atual e dos impactos já causados, sempre é possível desenvolver grandes contribuições à natureza e a qualidade de vida das pessoas, principalmente dos arredores. Atitudes como repor e manter o que existe, proteger o solo de erosões (mantendo-o com coberturas, construindo terraços, curvas de nível, etc.), isolando-as, afim de protegê-las de pisoteios e do destino de lixo, evitando terraplanagens, principalmente nas regiões com declividade e respeitar os limites de impermeabilização. Estas ações colaboram na manutenção de temperaturas amenas, evitam a lixiviação de solos e eutrofização de rios, na proteção das águas superficiais e lençóis freáticos.
Os maiores impactos nestas áreas são causados pelas Prefeituras Municipais, que autorizam e efetuam terraplanagens sem critérios ambientais, para fins habitacionais e implantação de parques industriais. Além disso, suas fiscalizações são deficitárias ou pela Mão-de-obra inadequada, pelo partidarismo ou pela corrupção, as quais permitem invasões em morros, beiras de rios e córregos, onde o saneamento básico é extremamente precário.
Alegar ignorância atualmente, com toda a publicidade e legislação pertinente sobre o meio ambiente, não é mais admissível e muito menos ser utilizado como motivo de passividade.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

IMPACTOS AMBIENTAIS CAUSADOS POR USINAS HIDROELÉTRICAS NA REGIÃO - POR ALINE ARALDI



O Brasil é o terceiro maior país do Hemisfério Ocidental em consumo de energia, perde somente para Estados Unidos e Canadá, e é também considerado hoje um dos maiores países em produção de energia, dentre elas podemos destacar: Energia fóssil (Petróleo); energia eólica, energia solar, energia mineral e energia hidroelétrica.

De todas as energias renováveis que possuímos hoje a que mais se destaca com certeza é a energia hidroelétrica, alem de ser uma das maiores em fontes de energia renovável que possuímos em nosso país é também a que mais gera polemicas pelas questões sócio-ambientais.

Os impactos causados pelas usinas muitas vezes tem grandes proporções, áreas de quilômetros de florestas são inundadas para que o reservatório da usina possa formar-se, animais perdem seu habitat natural e muitas vezes não conseguem sobreviver, sem contar nas famílias que perdem suas casas, sua cultura, muitas vezes cidades inteiras ficam embaixo da água em prol da construção de usinas hidroelétricas.

Em nossa região temos o exemplo da Usina de Salto Santiago administrada pela Tractebel Energia S.A, localizada entre os municípios de Rio Bonito do Iguaçu e Saudade do Iguaçu. O enchimento de seu reservatório iniciou em setembro de 1979 e atingiu uma extensão de ordem de 80 Km de extensão com uma área aproximada de 208 Km². O processo de uso do solo gerou grande alteração do ecossistema e contribui para o desaparecimento local de varias espécies de mamíferos existentes anteriormente na área.

Contudo a Usina de Salto Santiago mantém o monitoramento e controle ambiental, para mitigar ou compensar os impactos decorrentes do uso dos reservatórios, programas como a ictiofauna (fauna dos peixes) que tem sido desenvolvido em prol de manter a fauna dos peixes em constante equilíbrio na área do reservatório, manejo da fauna e flora do reservatório, onde mais de 577 mil mudas vegetais de espécies nativas foram plantadas nas margens e ilhas.

Porem esses programas apenas minimizam todo o impacto que foi causado, por isso devemos usar a energia com consciência ou buscar fontes alternativas de energia que não causem tantos danos sócio-ambientais para que cada vez menos usinas hidroelétricas precisem ser construídas e o meio ambiente seja cada vez menos degradado pelo ser humano.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

PORTAS ABERTAS A CONSERVAÇÃO

A cidade de Curitiba sediou na última semana mais um Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação. Oportunidade para o Paraná demonstrar suas ações entre as quais, a importância da Lei do ICMS Ecológico – que repassou R$ 487 milhões para 133 municípios paranaenses que mantêm mananciais de abastecimento público e Unidades de Conservação preservadas. Vale lembrar que o incentivo foi implantado e serviu como exemplo para 18 estados brasileiros. Aumentamos o número de Unidades de Conservação abertas a visitação, de 17 no ano de 2003, para 27 em 2008. Investimos mais de R$ 20 milhões para garantir a conservação dos recursos naturais em nossas áreas protegidas – parques, estações ecológicas e reservas biológicas.Deste total, R$ 12 milhões foram destinados a aquisição de áreas transformadas em parques como, por exemplo, o Jardim Botânico de Londrina e o Parque Ambiental Anibal Khury, em Almirante Tamandaré. Também destinamos recursos para ampliar áreas importantes, formando um mosaico de Unidades de Conservação. O Parque Estadual do Pico do Marumbi teve sua área ampliada em quatro vezes. Além disso, mais de R$ 1,2 milhão foram direcionados à compra de equipamento para educação ambiental e manutenção das unidades, além de veículos de apoio, tratores e barcos para fiscalização das áreas protegidas.Outra importante ação é o trabalho realizado pioneiramente pelo Paraná para a retirada de espécies exóticas das unidades de conservação. O Paraná foi o primeiro Estado brasileiro a regulamentar a retirada destas espécies com portaria 192/2005 do IAP que permite a extração das espécies exóticas de Unidades de Conservação. Também foi pioneiro em publicar uma lista com 57 espécies de plantas e 26 de animais considerados exóticos aos ecossistemas paranaenses.Ações como estas - realizadas pelos técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) – demonstram que o Paraná está no caminho certo, conquistando uma mudança de valores e paradigmas no que diz respeito as suas Unidades de Conservação. Isso porque, além das medidas técnicas e políticas, a sociedade, tem participado cada vez mais deste trabalho, visitando os nossos parques e Áreas de Proteção e atuando, muitas vezes, como voluntários e concretizando um processo modelo de gestão compartilhada.
Um forte abraço e até a próxima semana!Rasca Rodrigues secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos

Uso consciente, por Datinny Lauana Fiorese


A água é um recurso não renovável, onde apenas 0,007 % da água disponível é própria para o consumo humano, sendo que desses 8% é destinado ao uso individual, ou seja, uso domestico.

Um bem tão precioso, sem o qual não existiria vida, desperdiçado sem a menor consciência geralmente em ações tão banais, como uma simples lavagem de calçadas aonde podem ser desperdiçados litros e litros deste liquido. Pode parecer irrelevante, mas imaginem em uma cidade de 35 mil habitantes como Dois Vizinhos, se cada dona de casa for lavar sua calçada uma vez por semana quantos litros de água tratada vão parar nas bocas de lobo? E por consequência no esgoto da cidade, comprometendo ainda mais sua qualidade? Quantas famílias do interior que não possuem água tratada poderiam fazer uso desse recurso?

O problema torna-se ainda mais critico em épocas de estiagem como a que ocorreu no final de 2008 inicio de 2009. Nessa época muitas famílias ficaram sem água até mesmo para beber. É somente nessa hora que muitos percebem a complexidade do assunto, e a falta que esse bem fará se sua qualidade for totalmente comprometida chegando ao ponto de não poder mais ser consumida.

A Sanepar analisando a gravidade da situação teve que adotar uma medida mais agressiva para com a população local, vendo que os cidadãos continuavam a fazer uso irracional da água, a mesma se viu obrigada a ameaçar aplicar multas nas pessoas que mantivessem o habito de lavar suas calçadas, para dessa forma tentar controlar o desperdício. Felizmente segundo a Sanepar não ocorreu nenhuma autuação, pois a população entendeu a necessidade de controlar seu consumo, dessa forma a estação de tratamento pode manter sua distribuição.

Esse fato não ocorreu somente em Dois Vizinhos, muitas outras cidades da região tiveram que adotar a mesma medida.

Falar em preservação, uso racional e sustentável dos recursos naturais já se tornou uma prática comum nos dias atuais, faz-se necessário colocar em pratica através de pequenos atos que darão inicio as grandes transformações, que devem ser assumidas por todos. Conjunções verbais não vão melhorar a qualidade da nossa água, ou pelo menos mantê-la nas condições atuais, nem vão impedir catástrofes, muito menos salvar o que resta da nossa casa o Planeta Terra.










Fonte: World Resources Institute, ONU;

Sanepar Dois Vizinhos, PR.

Correção artigo - Bruno Gabriel Thomazoni

Olá pessoal,
os professores Augusto e Marcelo encontraram um erro no meu artigo, portanto estou aqui para corrigi-lo.
Da forma como eu postei, "80 amostras coletadas, 30% foram reprovadas", dá a entender que 30% da água distribuída pela SANEPAR foi reprovada.. mas nao.
30% das amostras coletadas foram reprovadas, isso inclui Sistema de Abastecimento de Água, Solução Alternativa Coletiva e Solução Alternativa Individual.
Peço desculpas aos colegas pelo equívoco.

Att. Bruno Gabriel Thomazoni

domingo, 27 de setembro de 2009

PROGRAMA DE COLETA SELETIVA - DIEGO CAMPANHOLLO


Nem todas as pessoas agem da forma correta com o lixo gerado diariamente, o recolhimento seletivo dos materiais “orgânicos, recicláveis e rejeitos” é um grande passo para a conscientização de inúmeros problemas de saúde, ecológicos, ambientais (água, ar e solos) ocasionados no nosso dia-a-dia.
O Programa de Coleta Seletiva no Município de Francisco Beltrão foi criado 01 de junho de 2007, pelas Secretarias de Meio Ambiente e Agricultura e Secretaria de Urbanismo. No ano de 2001 o município construiu o aterro sanitário na comunidade de Menino Jesus. Este aterro atende todas as normas ambientais e serve de modelo para o Estado do Paraná.
Para que a vida útil deste aterro não seja tão curta se faz necessário o bom desempenho da coleta seletiva, ou seja, recolher todo material ”170 toneladas/mês” reciclado para ser processado ou destinado adequadamente, evitando que tenha como destino o aterro sanitário. A coleta dos materiais é de responsabilidade da Associação dos Catadores de Papel que é conveniada com a Prefeitura Municipal. E através de parcerias fornece recursos para aquisição de caminhões, carrinhos de coleta, embalagens e demais utensílios e bens utilizados no processo de separação dos materiais reciclados. A coleta seletiva abrange todo o município sendo que 18 bairros da cidade de Francisco Beltrão.
O processo de classificação do lixo é selecionado por sua composição química, que podem ser divididos em: materiais orgânicos ou inorgânicos, por sua natureza física: seco ou molhado e pelos riscos potenciais à saúde pública e ao meio ambiente como materiais perigosos não inertes ou inertes.
Alem de conviver em uma cidade com aparência organizada, trabalhar ecologicamente correto não é uma obrigação de todos é apenas um meio de costume individual para termos qualidade de vida. Dessa forma, quanto mais se recicla menos se toma da natureza.




Nova cede do depósito de material reciclável está sendo terminado, pois o local se encontra em céu aberto no ano de 2009.











sábado, 26 de setembro de 2009

Áreas Verdes em Dois Vizinhos

Quando falamos de vegetação em um centro urbano, só pensamos na purificação do ar. Poucos pensam nos inúmeros benefícios proporcionados pelas árvores.
Atualmente quando se trata de reformas urbanas como alargamento de vias, conserto de encanamentos, manutenção da rede elétrica, construções e reformas de edificações residências comerciais e até mesmo institucional, verificamos que as árvores das ruas e avenidas continuam sendo cortadas, e até mesmo eliminadas.
Aproximadamente uns dois anos atrás foram arrancadas todas as árvores que existiam nas principais avenidas de Dois Vizinhos por motivos de estética, no entanto quando foi tomado à decisão de arrancá-las houve rejeição por parte da população, simplesmente o que parecia, é que as pessoas que tiveram esse iniciativa não tinham conhecimento de que arrancando estas árvores a qualidade do ar diminuiria, não teria mais assombreamento, a absorção de ruídos no comércio seria maior, aumentaria o calor do sol, estas árvores agiam simultaneamente sobre o lado físico e mental do homem, além de desempenhar um papel fundamental na paisagem urbana, pois constituem um espaço dentro do sistema urbano onde as condições ecológicas se aproximam das condições normais da natureza.
Entretanto existem na da cidade alguns espaços de lazer. São lugares bastante arborizados, porém pouco organizados de modo que a população não freqüente, como exemplo o parque ecológico, localizado no centro da cidade.
Enfim a pesquisa e o desenvolvimento são ferramentas importantes para evolução do planejamento, adequação implantação do manejo de árvores urbanas. Em consequência disso, aumentam a qualidade de vida da população e as condições de sustentabilidade do ambiente urbano.

Ana Carla Basso.

Árvores Exóticas na Arborização Urbana em Francisco Beltrão-PR, Por Andressa Reolon

A arborização nas cidades exerce um papel muito importante, pois age diretamente no bem estar da população, reduzindo significativamente os níveis da poluição atmosférica e sonora, sem esquecer também a diminuição da temperatura nas épocas mais quentes do ano. A princípio poderia continuar falando da real importância da arborização em qualquer centro urbano, principlamente nos dias atuais, onde as questões sobre meio ambiente são desafios urgentes que precisam ser enfrentados, contudo temos que ter em mente, que estudos sérios e pesquisas bem elaboradas devem ser desenvolvidos no sentido de propiciar uma arborização das áreas urbanas que venham a somar um melhor bem estar e diminuir os impactos ambientais causados principalmente pela poluição provocada pelo excesso que o homem criou.
Quando me refiro em arborização de cidades levo sempre em consideração três primissas: As espécies que podem ser plantadas; As características ecológicas do ambiente e o impacto que estas espécies (árvores) podem causar a médio e longo prazo ao ambiente.
No município de Francisco Beltrão a arborização nas vias públicas (passeios e praças) foram feitas ao longo do tempo sem uma real preocupação com as características ecológicas do ambiente. As espécies plantadas são na sua maioria árvores exóticas, que se adaptaram ao clima e ao solo da região, mesmo que em um primeiro momento não consigamos perceber os efeitos negativos que estas espécies exóticas causam eles existem e são potencialmente perigosos para as espécies nativas, pois temos um fenômeno ecológico chamado alelopatia que pode levar a extinção de espécies nativas ou a sua diminuição drástica, causando um desequilíbrio ecológico de grande impacto ambiental.
Um dos grandes problemas da ecologia e da botânica atual é a falta de pesquisas e estudos concretos a respeito do reflorestamento urbano. Este fenômeno é universal, não sendo exclusivo deste ou daquele município, estado ou país, em muitos lugares podemos encontrar situações ecológicas conflitantes onde espécies não nativas são plantadas em detrimento de espécies nativas, levando a sérios problemas ambientais, econômicos e muitas vezes pondo em riscos a saúde da população em seu entorno (muitas espécies exóticas podem favorecer o aparecimento de insetos nocivos). Ecológicamente falando pode se afirmar que as espécies vegetais exóticas por mais bem adaptados que sejam, representam uma ameaça ao equilibrio do meio ambiente natural, visto que duas espécies irão competir pelo espaço existente e pelos recursos minerais do solo.
Quando os governantes e a própria sociedade compreenderem que a tênue linha do desequilíbrio ambiental for ultrapassada, o homem será a principal vítima de sua própria ignorância e/ou falta de conhecimento. Portanto pesquisas e investimentos nas áreas de biologia vegetal, ecologia e silvicultura urbana devem ser preconizadas, em contra partida, teremos um melhor e maior conhecimento na área de paisagismo e reflorestamento de ambientes urbanos, e que consequentemente teremos uma melhor qualidade de vida em nossas cidades.