
Produtos florestais não-madeireiros consistem em todo o material biológico de origem vegetal não-lenhoso, ou seja, exceto a madeira. De acordo com a classificação do IBGE, que utiliza o termo "produtos extrativos" da floresta, destacam-se: borrachas, gomas não elásticas, ceras, óleos essenciais, fibras, resina, produtos alimentícios e aromáticos.
Vários produtos essenciais, ainda pouco conhecidos poderiam ser destacados para os setores alimentício, farmacêutico, energético e industrial. A milenar cultura indígena e a cultura dos povos ribeirinhos, proveniente das regiões mais remotas do país, escondem verdadeiros tesouros, a destruição irracional dos recursos florestais levam consigo esses tesouros, privando a humanidade de recursos muito importantes. Por isso é preciso entender que todas as riquezas naturais compõem a biodiversidade e tem sua importância para os diferentes organismos que dela dependem para sobreviver.
Nas regiões sul e sudeste do país certos produtos não-madeireiros, como a erva-mate, óleo essencial de eucalipto, urucum, palmito, e produtos de resinagem de pinus se destacam na economia regional. No estado do Paraná nas regiões norte, oeste e noroeste, alguns clones de seringueira tem produzido cerca de 820 a 1510 Kg de borracha/seca/ano, e são importantes componentes na formação do PIB nacional. Com as facilidades locais dessas regiões permitiu-se maior industrialização destas atividades, inclusive a exploração desses recursos em grande escala.
Com o aumento de mercado dos produtos florestais não-madeireiros e da grande variedade desses produtos, seja em função da maior exploração das florestas, seja do cultivo de certas essências em sistemas agroflorestais, o homem busca lucros imediatos, encurtando assim a cadeia natural, e considerando inútil aquilo que não é de seu interesse imediato e ignorando as premissas básicas de seu comprometimento com o equilíbrio ambiental, social e econômico.
Cabe aos órgãos governamentais apoiar as iniciativas que priorizem a utilização de recursos não-madeireiros, uma vez que estes recursos e seus valores de sustentabilidade são ainda pouco explorados, criando políticas de incentivo para a economia local e regional, principalmente das regiões mais distantes, bem como garantir a sobrevivência dos ecossistemas naturais.
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