sexta-feira, 2 de outubro de 2009

LIMPEZA DE MATAS LOCAIS

Na região Sudoeste do Paraná, caracterizada ainda por pequenas cidades e com economia basicamente agrícola, é comum existirem em lotes, chácaras e margens de rio, dentro ou próximo as cidades, pequenas "matas ou bosques", aqui podendo ser definidas pela aglomeração de árvores nativas e/ou exóticas e com biodiversidade bastante diversificada e restrita.
Algumas destas áreas contém indivíduos isolados ou uma forma de "capoeira" e outras apresentam provável estabilidade entre flora e fauna e proteção dos solos, mas com poucas características que identificam um bioma ou uma floresta nativa.
Independentemente da situação atual e dos impactos já causados, sempre é possível desenvolver grandes contribuições à natureza e a qualidade de vida das pessoas, principalmente dos arredores. Atitudes como repor e manter o que existe, proteger o solo de erosões (mantendo-o com coberturas, construindo terraços, curvas de nível, etc.), isolando-as, afim de protegê-las de pisoteios e do destino de lixo, evitando terraplanagens, principalmente nas regiões com declividade e respeitar os limites de impermeabilização. Estas ações colaboram na manutenção de temperaturas amenas, evitam a lixiviação de solos e eutrofização de rios, na proteção das águas superficiais e lençóis freáticos.
Os maiores impactos nestas áreas são causados pelas Prefeituras Municipais, que autorizam e efetuam terraplanagens sem critérios ambientais, para fins habitacionais e implantação de parques industriais. Além disso, suas fiscalizações são deficitárias ou pela Mão-de-obra inadequada, pelo partidarismo ou pela corrupção, as quais permitem invasões em morros, beiras de rios e córregos, onde o saneamento básico é extremamente precário.
Alegar ignorância atualmente, com toda a publicidade e legislação pertinente sobre o meio ambiente, não é mais admissível e muito menos ser utilizado como motivo de passividade.

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